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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Eurypygiformes
Família: Eurypygidae
 Selby, 1840
Espécie: E. helias

Nome Científico

Eurypyga helias
(Pallas, 1781)

Nome em Inglês

Sunbittern


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Pavãozinho-do-pará

O pavãozinho-do-pará é uma ave Eurypygiforme da família Eurypygidae.

Conhecido também como pavão, pavão-da-várzea e pavão-papa-moscas.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) eurus = amplo; e pugë = garupa, anca; e do (grego) hëlias, hëlios = do sol, solar. ⇒ Ave do sol com cauda ampla.

Características

Mede cerca de 48 cm de comprimento.

Adultos com pescoço longo e extremamente fino, cauda e parte de trás do corpo também bastante longas. A cabeça é preta com listra superciliar branca e uma listra malar também branca. Garganta branca, que se estende até a parte frontal do pescoço e do centro do peito e na barriga, tornando-se variavelmente creme e salpicado de preto e marrom, mas ainda mais leve do que o resto do corpo. Sob as asas a coloração é branca. Rabadilha e laterais do pescoço são finamente barradas em preto e creme, barrado este que vai tornando-se mais denso nas costas e mais leve ao longo dos flancos. O manto do indivíduo masculino é mais cinzento ou preto do que o do indivíduo do sexo feminino. Escapulários são cinzentos, marrons ao preto, com grandes manchas brancas. Asas e cauda são barradas com coloração preta e cinza. Asas estendidas mostram um padrão com um sol formado pelas cores dourada, castanha e preta, mesma coloração apresentada por uma faixa nas pontas das asas. Esta faixa cobre as bases das primárias internas e também está presente em direção às pontas das primárias exteriores. A cauda aberta também mostra duas faixas na mesma coloração castanha e preta. As íris são vermelhas com as pálpebras amarelas. Bico muito longo e pontudo. Maxila é em sua maior parte de cor preta ou acastanhada. A mandíbula é de cor alaranjada. Os tarsos são de coloração laranja intenso e a pele da parte superior dos pés e dedos de coloração marrom.

Os juvenis possuem padrão semelhante ao adulto (Ridgway e Friedmann, 1941; Thomas e Strahl 1990).

Subespécies

Possui três subespécies:

Alimentação

Alimenta-se de insetos, rãs, peixinhos, caranguejos e outras pequenas presas, que obtém à beira d'água ou revirando o chão da floresta. Caça com olhos fixos na presa, avançando com cautela e fazendo com a cabeça movimentos em ziguezague para, de repente, apanhá-la com o bico.

Reprodução

Faz ninho em forma de tigela rasa, na ramagem acima ou próxima da água, utilizando folhas, raízes, musgos e lama. Põe 1 ou 2 ovos grandes, amarelados, com pintas castanhas e cinzentas. Macho e fêmea chocam os ovos durante 26 a 27 dias, cada um alternando durante dois dias, sem intervalo. Os filhotes já nascem emplumados e ficam cerca de 23 dias sem sair do ninho. Para proteger seu ninho, finge-se de ferido ou, então, mostrando toda a beleza de sua plumagem, abre as asas com imponência e emite um som parecido com o de uma cobra.

Hábitos

Habita beiras de rios, lagos e igarapés no interior da floresta densa e emaranhados de vegetação à beira d'água. Vive solitário ou aos pares, andando lentamente pelas margens de igarapés ou locais de solo úmido. Raramente entra na água.

Costuma cantar no início da manhã ou no final da tarde. Seu voo é baixo e silencioso, como o de uma ave noturna.

Distribuição Geográfica

Encontrado desde a América do Norte (México), presente em grande parte da Amazônia brasileira (também Equador e Peru), estendendo-se em direção sul até Goiás e o Mato Grosso do Sul (inclusive na porção adjacente da Bolívia) e, no Nordeste, até o Piauí. Menções recorrentes para a Argentina e Uruguai são errôneas.

Referências

Galeria de Fotos